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Terrorismo em Londres
Marcelo Botosso*
Violência gera violência. O ditado é tão antigo quanto verdadeiro. O atentado terrorista ocorrido no centro financeiro de Londres pode nos dar indícios da veracidade deste ditado.
A escolha do local para o espetáculo do terror não foi aleatória. Assim como a Espanha, o Reino Unido – enfaticamente a Inglaterra sob o comando de Toni Blair - foi um dos principais aliados dos Estados Unidos na invasão do Iraque. Lembremos da recente ação terrorista praticada nos trens da Espanha. O atentado em Espanha, que inicialmente foi atribuído ao grupo separatista basco, o ETA, foi assumido pela Al Qaeda de Osama Bin Laden como represália à permanência de tropas espanholas no Oriente Médio. Mas agora parece que foi a vez da Inglaterra.
Um grupo denominado organização secreta da Al Qaeda na Europa divulgou, via internet, ser o autor do atentado. Tudo indica ser esse o pior ataque terrorista sofrido pela Inglaterra desde a Segunda Grande Guerra Mundial que terminou oficialmente em 1945. Quatro focos de explosões, três em trens e um num ônibus, causaram dezenas de mortos e centenas de feridos disseminando o medo incontrolável entre os cidadãos londrinos, Ingleses e de todo o Reino Unido. O medo também chegou ao outro lado do oceano Atlântico, nos Estados Unidos da América (EUA). Na Espanha nem tanto, pois apesar de vulnerável ao terror como qualquer outro país, os socialistas espanhóis retiraram as tropas do Iraque assim que ascenderam ao poder.
Segundo declarações do presidente dos EUA, George Bush, o mesmo que há tempos declarou guerra ao terror, o mundo seria mais seguro com a deposição do ditador Saddan Hussein justificando assim a intervenção militar no Iraque. O Iraque foi invadido e Hussein deposto, entretanto, mais uma vez, o terrorismo personificado na Al Qaeda assumiu outra prática contra a vida, a morte do embaixador do Egito. Segundo os terroristas, o referido embaixador era considerado representante de um governo tirano e inimigo do Islã.
Diante dos fatos fica evidente a vitalidade do ditado mencionado acima. A violência inevitavelmente gera violência. Não se recorre a ela quando o objetivo é a paz. Não existe guerra contra o terror. O terrorismo é um inimigo oculto que surge nas brechas geradas pelo sistema. Ao contrário do que Bush apregoa, é impossível combater terrorismo com planos beligerantes. Acabar com toda a violência humana no mundo é utopia, mas minimiza-la é algo perfeitamente possível além de um dever das potencias mundiais: não com guerras, mas com o combate a corrupção, a miséria e a fome através de políticas efetivamente sociais e não demagógicas.
* Publicado no jornal A Cidade, Ribeirão Preto – SP, p. 2, 09/07/2005

AGRADECIMENTOS
A todos que compareceram na minha "quente" (rs) sessão de autógrafos na 7ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto no Espaço Paraler. Mesmo aqueles que já possuíam o livro, mas lá estiveram para me prestigiar, entre eles Flávia, Dig Zero, Ritinha, Paola, minha incondicional “fã” senhora Vilma entre outros. Ao Erlon, amigo de luta e ideal, desejo que o texto esclareça um pouco o que eu fazia com tanto afinco nesta última década. Ao David, em especial, que o livro dê caminhos para a sistematização da idéia daquilo que lutadores sociais fizeram num passado recente. Aos amigos que reencontrei quase que por um acaso. Aos leitores anônimos, com o desejo que o texto permita compreender - mais que realizar qualquer estabelecimento de juízo de valor - os conflitos, as dificuldades e o contexto relacionados à ação naquele período sombrio de nossa história.
Aos que com compromissos previamente agendados não puderam comparecer mas estão sempre na torcida (Valeu Amilton).
E finalmente, cumpre agradecer a livraria Paraler e a Editora Holos pela gentileza e iniciativa.
Obrigado a todos.