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Períodos da história de grande tensão normalmente têm as causas reais dos acontecimentos encobertas em sua época, de maneira que a tomada de decisões é sempre crítica. Assim, a construção da história de um país demanda, acima de tudo, uma compreensão cuidadosa dos eventos passados, para que sirva em alguma medida de balizamento ao que vem à frente. O período da ditadura civil-militar no Brasil iniciada em 1964 deu-se em uma situação única do país e do mundo, do ponto de vista cultural, econômico, ideológico, etc. Segmentos diferentes da sociedade reagiram diferentemente a fatos e pressões da época. A análise de documentos e as entrevistas extremamente oportunas realizadas pelo historiador Marcelo Botosso a respeito da ação de um dos grupos que fez a opção pela luta armada no Brasil, as Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN), permitem compreender, mais que realizar qualquer estabelecimento de juízo de valor, os conflitos, as dificuldades e o contexto relacionados à ação nesse período sombrio da história do Brasil. Uma vez que os riscos à integridade do país nunca se esgotam, essas deveriam ser reflexões permanentes.
(Nota do Editor) www.holoseditora.com.br
Mais sobre o livro
Fruto de uma pesquisa iniciada em 1996, vinculada à UNESP (Universidade Estadual Paulista) e financiada pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), somente agora este livro traz ao público as inquietações não só de seu autor, mas de uma sociedade - ou ao menos parte dela - que não digeriu os acontecimentos que culminaram no Golpe de Estado de 1º de abril de 1964. O estudo focaliza um grupo de lutadores sociais que concebeu a violência revolucionária armada como a única forma de rechaçar o regime político de então. Porém, como aplicar essa violência? Qual seria o principal alvo? A forma? O método? O momento certo? O povo participaria? Como? Quando? Estas são algumas das questões levantadas neste trabalho inédito que aborda a originalidade de uma dentre muitas organizações guerrilheiras que surgiram no Brasil nos anos 60 e 70 do século passado. Certamente é o primeiro trabalho de cunho acadêmico que trata de uma organização guerrilheira brasileira em particular. Nele Marcelo Botosso trata de um tempo em que a experiência democrática vicejava apenas como um sonho.
(Aurélio Fernandes )
Barba por fazer, camiseta amarrotada... Como estou e não como eu sou.
As pessoas não se apresentam como são mas como estão. Na melhor das hipóteses como pensam que são.
A vida de uma célula dura apenas alguns dias, algumas horas. Estamos em contínua e constante reformulação. Você não é mais o mesmo que era há alguns minutos. Portanto você não é loiro, não é moreno, não é branco, não é preto, não é baixo, não é alto, gordo, magro... você apenas está alguma coisa. Sua condição física - e psíquica - não passa de um estado.
"Um bom olhar é aquele que vê no visível, o invisível". Estas são palavras de 2500 anos que mantêm ainda sua atualidade. Heráclito, filósofo grego, referia-se à diferença entre aparência e essência. Vivemos em um mundo de aparências.
Eis um exemplo do que falo, acesse:
http://www.orkut.com/AlbumZoom.aspx?uid=&pid=8